

Poesia sem Nome
Não sei o que é poesia
Mas trago algumas por certo No avesso da alma Bem perto Onde as fronteiras da razão Beiram a incoerência Existem por existir E teimam em extravazar Não as culpo Não respeitam limites, creio Conhecem dias, horas, momentos enfim Ora estão dentro de mim Ora já não mais E vão e voltam Feito chuva Pudesse as compreender Juro que o faria Pudesse as interpretar As decodificaria Mas qual! são caminho difícil Já não consigo atravessar Apenas sinto E sigo atrás Como corça em busca das águas Em cada estrofe Em cada verso Um espelho escondido Em cada letra, em cada ponto Um amigo Tenho sede, tenho fome Não desisto sem tentar Sou o meu eu, poesia sem estilo, sem abrigo sem espaço, sem nome Ainda assim existo vivo, sobrevivo Por amor Sempre simplesmente assim.
Miss Jade Ramos
Enviado por Miss Jade Ramos em 13/10/2012
Alterado em 14/10/2012 Copyright © 2012. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor. Comentários
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